Steam chega chutando a porta com novo concorrente do PlayStation

A entrada da Valve no mercado de consoles domésticos reacendeu discussões antigas sobre compatibilidade. A nova Steam Machine promete simplificar o acesso aos jogos de PC na sala, mas depende de avanços técnicos para entregar essa experiência. A empresa quer expandir o alcance do SteamOS, porém ainda enfrenta obstáculos importantes com sistemas anti-cheat.

Créditos: Divulgação

Anticheat continua no centro do debate

Um dos maiores entraves segue sendo o funcionamento de softwares que operam no nível mais profundo do sistema. Eles foram criados para impedir trapaças, mas limitam bastante o uso de títulos competitivos no Linux. Por atuarem diretamente no kernel, esses programas não conseguem ser replicados de forma confiável no Proton.

A Valve já reconheceu que a solução exige cooperação das editoras. A empresa afirma que jogos como Valorant ou Battlefield só poderão funcionar caso seus estúdios habilitem suporte oficial. Essa dependência trava parte do catálogo multijogador, o que reduz o potencial do novo sistema.

Apesar disso, a Valve tenta apresentar alternativas. No Counter-Strike 2, o estúdio usou uma abordagem diferente com o VAC, evitando métodos invasivos. Ainda assim, a maioria das grandes franquias mantém softwares próprios, que seguem incompatíveis com Linux. Isso cria uma barreira que a Steam Machine precisa superar para se tornar competitiva.

Valve aposta em pressão do mercado

A companhia acredita que o novo hardware pode mudar essa conversa. Como o público da Steam Machine deve ser maior que o do Steam Deck, a Valve espera que as desenvolvedoras enxerguem vantagens práticas em liberar seus anti-cheats. A empresa argumenta que a demanda por jogos multiplayer pode ajudar a acelerar essa adaptação.

Mesmo assim, não há garantias imediatas de compatibilidade com lançamentos futuros. Títulos grandes, como a próxima versão de Battlefield, dependem de decisões individuais de cada editora. Caso não haja atualização nos sistemas de segurança, milhões de usuários podem ser deixados de fora.

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