Boardgames são a solução para o vicio tem telas
Os jogos de tabuleiro vêm ganhando espaço no Brasil como alternativa ao excesso de telas. Dados, cartas e tabuleiros surgem como aliados para desacelerar a rotina digital.
O movimento cresce impulsionado pelo cansaço com celulares e redes sociais. Para muitos, sentar à mesa virou um gesto simples de reconexão social e mental.
Em meio a esse cenário, luderias e cafés lúdicos se espalham pelas cidades. Esses espaços funcionam como verdadeiros refúgios analógicos em meio à hiperconexão.

Jogos de mesa como refúgio do mundo digital
A prática de boardgames tem ajudado pessoas a reduzir horas semanais no celular. Jogadores relatam melhora no foco, no humor e até na qualidade das relações.
Reunir amigos em torno de um jogo cria um ritmo diferente do digital. Mesmo partidas competitivas tendem a gerar menos ansiedade do que jogos online.
A variedade também atrai novos públicos, com opções cooperativas, estratégicas ou apenas voltadas à diversão leve. Há jogos para todas as idades e perfis.
Em cidades como Rio e São Paulo, luderias oferecem centenas de títulos. O modelo mistura gastronomia, eventos temáticos e acesso livre aos jogos do acervo.
Esses locais surgiram após encontros informais entre amigos. A demanda crescente mostrou que havia espaço para experiências presenciais focadas em convivência.
Impactos psicológicos e sociais do tabuleiro
Pesquisas indicam que brasileiros passam mais de nove horas por dia diante de telas. O uso excessivo está associado a queda de desempenho cognitivo e atenção.
Especialistas apontam que jogos analógicos ativam áreas do cérebro ligadas ao planejamento. Isso contrasta com estímulos rápidos e repetitivos das telas digitais.
Durante uma partida, o cérebro trabalha controle emocional e tomada de decisão. A frustração existe, mas é vivida de forma mais saudável e compartilhada.
Famílias também têm recorrido aos jogos para equilibrar o uso de tecnologia em casa. Pais relatam maior interação com filhos e menos isolamento individual.
Assinaturas e alugueis de jogos facilitam o acesso sem grandes custos. A experiência se renova a cada mês, mantendo o interesse coletivo.