Boardgames são a solução para o vicio tem telas

Os jogos de tabuleiro vêm ganhando espaço no Brasil como alternativa ao excesso de telas. Dados, cartas e tabuleiros surgem como aliados para desacelerar a rotina digital.

O movimento cresce impulsionado pelo cansaço com celulares e redes sociais. Para muitos, sentar à mesa virou um gesto simples de reconexão social e mental.

Em meio a esse cenário, luderias e cafés lúdicos se espalham pelas cidades. Esses espaços funcionam como verdadeiros refúgios analógicos em meio à hiperconexão.

Créditos: Foto de Dave Photoz na Unsplash

Jogos de mesa como refúgio do mundo digital

A prática de boardgames tem ajudado pessoas a reduzir horas semanais no celular. Jogadores relatam melhora no foco, no humor e até na qualidade das relações.

Reunir amigos em torno de um jogo cria um ritmo diferente do digital. Mesmo partidas competitivas tendem a gerar menos ansiedade do que jogos online.

A variedade também atrai novos públicos, com opções cooperativas, estratégicas ou apenas voltadas à diversão leve. Há jogos para todas as idades e perfis.

Em cidades como Rio e São Paulo, luderias oferecem centenas de títulos. O modelo mistura gastronomia, eventos temáticos e acesso livre aos jogos do acervo.

Esses locais surgiram após encontros informais entre amigos. A demanda crescente mostrou que havia espaço para experiências presenciais focadas em convivência.

Impactos psicológicos e sociais do tabuleiro

Pesquisas indicam que brasileiros passam mais de nove horas por dia diante de telas. O uso excessivo está associado a queda de desempenho cognitivo e atenção.

Especialistas apontam que jogos analógicos ativam áreas do cérebro ligadas ao planejamento. Isso contrasta com estímulos rápidos e repetitivos das telas digitais.

Durante uma partida, o cérebro trabalha controle emocional e tomada de decisão. A frustração existe, mas é vivida de forma mais saudável e compartilhada.

Famílias também têm recorrido aos jogos para equilibrar o uso de tecnologia em casa. Pais relatam maior interação com filhos e menos isolamento individual.

Assinaturas e alugueis de jogos facilitam o acesso sem grandes custos. A experiência se renova a cada mês, mantendo o interesse coletivo.

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