Os jogos de tabuleiro estão tomando o espaço dos videogames e das telas
A preferência por entretenimento fora das telas vem crescendo, especialmente entre os mais jovens. Jogos de tabuleiro voltaram ao centro do lazer doméstico, superando videogames em muitos encontros sociais.
Um estudo internacional recente indica que essa escolha não é casual. Para muitos jogadores, a principal motivação é a busca por interação real, algo que aplicativos e consoles não entregam da mesma forma.
Ao redor do mundo, pessoas redescobrem o prazer de sentar à mesa, conversar e competir de forma saudável. O tabuleiro virou ponto de encontro em casas, bares e espaços culturais.

Convivência explica o retorno dos jogos de mesa
Os dados revelam que uma parcela relevante da população joga semanalmente. Esse hábito cresce porque os jogos facilitam diálogos e criam momentos compartilhados entre amigos e familiares.
Mais da metade dos entrevistados afirma que jogar aproxima pessoas. Em alguns países, esse índice é ainda maior, reforçando o papel social do entretenimento analógico.
Outro ponto relevante é que muitos enxergam o jogo como um facilitador de conversas. Para eles, lançar dados ou cartas quebra o gelo melhor do que diálogos forçados.
Executivos do setor afirmam que o fenômeno reflete uma necessidade contemporânea. Em meio à rotina acelerada, o jogo oferece pausa, criatividade e bem-estar coletivo.
Millennials lideram a mudança de hábito
Apesar da fama de hiperconectados, os Millennials aparecem como grandes entusiastas dos jogos de tabuleiro. Eles jogam com frequência semelhante ao consumo de notícias online.
Essa geração também relata maior satisfação emocional durante as partidas. A experiência física e compartilhada gera alegria e sensação de pertencimento, segundo o levantamento.
Outro dado chama atenção: muitos procuram os jogos como forma de escapar do excesso de informações digitais. O tabuleiro surge como refúgio contra o cansaço mental.
Nos Estados Unidos, essa busca por desconexão é ainda mais evidente. O jogo passa a ser visto como ferramenta de equilíbrio emocional e social.