Quantas horas por dia eu posso ficar jogando videogame?
Jogar videogame é um hábito comum entre jovens e adultos no Brasil, seja para lazer ou alívio do estresse. Porém, o tempo dedicado aos jogos pode influenciar diretamente a saúde física.
Um estudo recente reacendeu o debate sobre limites diários e semanais. A pesquisa analisou como o excesso de horas jogando afeta sono, alimentação e peso corporal.

O que a ciência diz sobre tempo de jogo
Pesquisadores da Universidade Curtin, na Austrália, observaram piora nos indicadores de saúde quando o tempo semanal ultrapassa dez horas. A mudança foi clara entre jogadores mais assíduos.
Segundo o levantamento, jovens que jogam por longos períodos tendem a ter dietas de menor qualidade. O grupo também apresentou maior incidência de sobrepeso.
Cada hora extra dedicada aos jogos mostrou impacto negativo na alimentação. Mesmo fatores como atividade física e estresse foram considerados na análise dos dados.
Os pesquisadores ressaltam que o problema não está nos jogos em si. O risco aparece quando o uso se torna excessivo e passa a ocupar grande parte do dia.
Dados do estudo e perfil dos participantes
A pesquisa entrevistou 317 universitários australianos com idade média de 20 anos. Os participantes foram divididos conforme o tempo semanal dedicado aos videogames.
Jogadores ocasionais relataram até cinco horas por semana. Os moderados ficaram entre cinco e dez horas, enquanto os assíduos ultrapassaram esse limite.
Os resultados mostraram diferenças claras no índice de massa corporal. Jogadores frequentes tiveram IMC médio de 26,3, acima da faixa considerada saudável.
Já os grupos ocasional e moderado apresentaram índices próximos do ideal. Isso reforça a relação entre excesso de tempo jogando e maior risco à saúde.
Impactos a longo prazo e recomendações
Outro ponto analisado foi a idade em que o hábito começou. Muitos jogadores frequentes relataram contato intenso com games ainda na infância.
Os pesquisadores alertam que padrões criados cedo tendem a persistir na vida adulta. Com o tempo, o número de horas pode aumentar sem percepção clara.
O estudo não afirma causalidade direta, mas identifica um padrão consistente. O uso excessivo aparece associado a fatores de risco importantes.