O inventor do xadrez foi finalmente revelado
A origem do xadrez remonta, com maior probabilidade, ao Chaturanga, criado na Índia por volta do século VI. O jogo surgiu durante o Império Gupta e refletia a organização militar da época. Sua estrutura representava estratégia, hierarquia e planejamento.
No tabuleiro ancestral, cada peça simbolizava uma divisão do exército indiano. Os peões representavam a infantaria, enquanto os cavalos correspondiam à cavalaria. Elefantes de guerra inspiraram os atuais bispos, e os carros militares deram origem às torres.
Mais do que entretenimento, o Chaturanga funcionava como metáfora de comando e disciplina. A disposição das peças ensinava cálculo e previsão de movimentos. Esse caráter tático ajudou a consolidar sua popularidade em diferentes regiões.

Da Pérsia ao mundo árabe
Entre os séculos VI e VII, o jogo atravessou fronteiras e chegou à Pérsia. Ali passou a ser chamado de shatranj, mantendo estrutura semelhante, mas com ajustes culturais. Foi nesse contexto que surgiu a expressão “shah mat”.
O termo persa significava algo como “o rei está encurralado” ou “o rei está derrotado”. Com o tempo, a frase evoluiu linguisticamente até se tornar o atual “xeque-mate”. A difusão árabe ampliou ainda mais o alcance do jogo.
Durante a expansão islâmica, o shatranj percorreu rotas comerciais e centros intelectuais. Mercadores e estudiosos levaram o tabuleiro para o Norte da África e a Península Ibérica. O intercâmbio cultural acelerou transformações nas regras.
Transformações e a lenda de Sissa
Na Europa medieval, especialmente entre os séculos VIII e XV, o jogo sofreu mudanças decisivas. A rainha ganhou mobilidade ampliada e tornou-se a peça mais poderosa do tabuleiro. O bispo também teve seus movimentos expandidos.
Essas adaptações consolidaram o formato moderno do xadrez competitivo. A dinâmica ficou mais ágil e estratégica, aproximando-se do padrão atual. O jogo passou a integrar cortes, universidades e círculos intelectuais.
Paralelamente, difundiu-se a lenda de Sissa, um sábio brâmane. Segundo o relato, ele criou o jogo para ensinar um rei a valorizar seus súditos. A história reforça a dimensão simbólica do xadrez, que combina cálculo, poder e reflexão moral.