Confirmado: jogar videogame não afeta a sua saúde mental
Um levantamento conduzido por pesquisadores do Oxford Internet Institute desafia a ideia de que videogames prejudicam a mente. Os dados indicam que o tempo jogando não está associado à piora da saúde mental.
O estudo foi publicado na Royal Society Open Science e acompanhou quase 39 mil adultos. As informações cruzaram registros reais de gameplay com relatos subjetivos ao longo de seis semanas.

Ao contrário do senso comum, não foi identificada relação causal entre mais horas de jogo e aumento de sintomas depressivos. Também não houve impacto estatisticamente relevante na satisfação com a vida.
Motivação importa mais que o relógio
Os pesquisadores destacam que o contexto psicológico é determinante. Jogadores que se dedicam por prazer tendem a relatar emoções positivas e maior sensação de bem-estar.
Por outro lado, indivíduos que se sentem pressionados a jogar podem apresentar frustração. Isso sugere que a qualidade do engajamento pesa mais do que a simples duração da atividade.
A análise reforça um ponto central na literatura científica contemporânea. Comportamentos digitais não são automaticamente prejudiciais, dependendo da intenção e da experiência vivida.
Debate público e evidências
O tema costuma gerar preocupação entre pais e educadores. Entretanto, o estudo indica que generalizações podem distorcer a realidade observada.
Os dados não significam que o uso excessivo nunca cause problemas. Eles mostram apenas que o tempo isoladamente não explica alterações emocionais negativas.
Para os especialistas, políticas públicas e recomendações familiares devem considerar fatores motivacionais. A forma como o indivíduo se relaciona com o jogo parece ser mais relevante do que o número de horas registradas na tela.