Confirmado: jogar videogame não afeta a sua saúde mental

Um levantamento conduzido por pesquisadores do Oxford Internet Institute desafia a ideia de que videogames prejudicam a mente. Os dados indicam que o tempo jogando não está associado à piora da saúde mental.

O estudo foi publicado na Royal Society Open Science e acompanhou quase 39 mil adultos. As informações cruzaram registros reais de gameplay com relatos subjetivos ao longo de seis semanas.

Créditos: Foto de Shuken Nakamura na Unsplash

Ao contrário do senso comum, não foi identificada relação causal entre mais horas de jogo e aumento de sintomas depressivos. Também não houve impacto estatisticamente relevante na satisfação com a vida.

Motivação importa mais que o relógio

Os pesquisadores destacam que o contexto psicológico é determinante. Jogadores que se dedicam por prazer tendem a relatar emoções positivas e maior sensação de bem-estar.

Por outro lado, indivíduos que se sentem pressionados a jogar podem apresentar frustração. Isso sugere que a qualidade do engajamento pesa mais do que a simples duração da atividade.

A análise reforça um ponto central na literatura científica contemporânea. Comportamentos digitais não são automaticamente prejudiciais, dependendo da intenção e da experiência vivida.

Debate público e evidências

O tema costuma gerar preocupação entre pais e educadores. Entretanto, o estudo indica que generalizações podem distorcer a realidade observada.

Os dados não significam que o uso excessivo nunca cause problemas. Eles mostram apenas que o tempo isoladamente não explica alterações emocionais negativas.

Para os especialistas, políticas públicas e recomendações familiares devem considerar fatores motivacionais. A forma como o indivíduo se relaciona com o jogo parece ser mais relevante do que o número de horas registradas na tela.

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