Doramas que explodiram na Netflix mas nem são tão bons assim
Sempre que um dorama domina o Top 10 da Netflix, a expectativa cresce automaticamente. Audiência alta sugere impacto emocional, mas nem sempre isso se traduz em qualidade narrativa consistente.
Como crítico, aprendi que sucesso popular não garante boa construção de roteiro. Muitos títulos começam bem, mas recorrem a clichês, conflitos artificiais e escolhas fáceis para manter atenção.
O problema não é errar, e sim desperdiçar boas ideias. Algumas produções tinham conceitos fortes, mas optaram por caminhos previsíveis, deixando a sensação de que poderiam ter sido muito melhores.

Ideias interessantes, execuções frágeis
Love Alarm é um exemplo clássico de conceito promissor mal aproveitado. A proposta do aplicativo é atual, mas a trama gira em triângulos rasos e repete dilemas sem evolução real.
Em Apesar de Tudo, Amor, a frustração vem da romantização de relações problemáticas. A série evita confrontar comportamentos tóxicos e prefere normalizá-los, o que esvazia qualquer reflexão.
Passarela de Sonhos sofre por não escolher um foco claro. O dorama transita entre fama, romance e amadurecimento, mas resolve conflitos rápido demais e não cria envolvimento duradouro.
Sucessos que perderam força com o tempo
Apostando Alto tinha todos os elementos para funcionar, mas se perde em decisões de roteiro questionáveis. Personagens fortes são sacrificados e o final parece apressado e sem impacto.
Beleza Verdadeira conquistou fãs, porém trata temas como autoestima de forma superficial. A narrativa se apoia excessivamente em clichês escolares e prioriza o romance acima do desenvolvimento pessoal.
Já o desfecho da terceira temporada de Round 6 evidencia desgaste criativo. A série estica a trama, descarta personagens complexos e transforma crítica social em espetáculo vazio.
Quando o Telefone Toca começa com suspense eficiente, mas se afunda em reviravoltas confusas. Em vez de aprofundar emoções, aposta em choques constantes que mais cansam do que envolvem.