É assim que cegos podem jogar dominó sem dificuldades
Um projeto desenvolvido no Acre mostra como a inclusão pode transformar jogos tradicionais. A iniciativa criou um dominó adaptado que permite a participação plena de pessoas cegas.
A proposta une tecnologia, educação e acessibilidade. O resultado é um jogo funcional, pensado para autonomia, interação social e aprendizado em ambientes inclusivos.

Tecnologia a serviço da inclusão
A criação surgiu dentro de atividades acadêmicas ligadas à inovação tecnológica. O desenvolvimento ocorreu em um núcleo voltado ao empreendedorismo e à experimentação prática.
O projeto integrou um módulo de Internet das Coisas, conduzido por professores e especialistas. A proposta desafiava alunos a aplicar conhecimento técnico em soluções reais.
A equipe envolvida reuniu estudantes de diferentes áreas. O trabalho colaborativo foi essencial para adaptar um jogo popular às necessidades de pessoas com deficiência visual.
Como funciona o dominó em braile
O conjunto é composto por 24 peças produzidas em impressora 3D. O material escolhido garante leveza, resistência e facilidade no manuseio durante as partidas.
No lugar dos pontos tradicionais, cada face traz símbolos em braile. Eles indicam os números de forma tátil, permitindo a leitura precisa com as mãos.
Além do braile, as peças contam com figuras geométricas. Cada forma possui quantidade de lados equivalente ao número representado, reforçando a identificação.
Há ainda uma marcação específica que orienta a posição correta de leitura. Esse detalhe evita confusão e torna o jogo mais intuitivo para novos jogadores.
Primeiro campeonato e impacto social
O lançamento oficial aconteceu junto à realização do primeiro campeonato do jogo. A competição reuniu participantes em um espaço dedicado ao atendimento de pessoas cegas.
A experiência mostrou que o dominó adaptado mantém as regras originais. Isso garante igualdade nas disputas e promove integração entre jogadores.
Segundo os organizadores, a recepção foi positiva. Os participantes destacaram a sensação de independência e a facilidade de compreensão das peças.
O projeto também reforça o papel das universidades na inclusão social. Ao unir ensino, pesquisa e extensão, iniciativas assim geram impacto direto na comunidade.