Editora de War é referência de sucesso no mundo dos boardgames
A trajetória da Grow no mercado brasileiro de jogos mostrou que visão estratégica e adaptação caminharam juntas desde o início. A empresa transformou o War em um símbolo cultural.
Fundada no início da década de 1970 por engenheiros formados na Poli-USP, a Grow surgiu com a missão de nacionalizar jogos. A proposta era traduzir regras e conceitos ao público local.

Do War ao domínio dos jogos de tabuleiro
O lançamento de War, em 1972, marcou o ponto de virada da empresa. O jogo rapidamente se tornou referência e ajudou a consolidar a marca no segmento de tabuleiros.
O próprio nome Grow nasceu das iniciais dos fundadores, adaptadas para soar melhor comercialmente. Décadas depois, a empresa manteve a essência, mas ampliou sua atuação.
Atualmente, o portfólio ultrapassa 300 produtos. Cerca de 85% deles seguem focados em jogos de tabuleiro, cartas e quebra-cabeças, pilares históricos da marca.
Mesmo com tradição forte, a Grow buscou dialogar com novas gerações. A estratégia envolveu linguagem atual, temas populares e maior presença no cotidiano digital.
Tecnologia como aliada do brincar
A integração entre jogos físicos e recursos tecnológicos ganhou espaço. Aplicativos, áudio e realidade aumentada passaram a complementar a experiência sem substituir o tabuleiro.
Um exemplo foi o Pensando em Inglês, que combinou cartas físicas com pronúncia em áudio via celular. A proposta ampliou o aprendizado de forma acessível.
Desde 2011, a empresa já testava produtos interativos. Mapas, kits educativos e quebra-cabeças ganharam camadas extras ao serem usados com aplicativos próprios.
O Grow Interativo reuniu essa proposta em um único ambiente digital. O aplicativo passou a oferecer vídeos, desafios e conteúdos extras conectados aos jogos.
Dados, licenciamento e renovação constante
No modelo atual, a Grow atuou como desenvolvedora e distribuidora. A produção ficou terceirizada, enquanto o desenvolvimento permaneceu concentrado em São Paulo.
A leitura de dados de consumo acelerou ciclos de atualização. Linhas tradicionais, como Perfil, passaram a receber novas edições em intervalos menores.
O licenciamento também se tornou peça-chave da estratégia. Parcerias com grandes estúdios permitiram antecipar tendências e lançar produtos no momento certo.