Ela não pensou duas vezes e pagou 50 mil reais em quebra-cabeça

Ela não hesitou ao investir cerca de R$ 50 mil em um único quebra-cabeça. Christine Murphy, escritora norte-americana, transformou o hobby em rotina diária e coleção valiosa.

Morando em Portland, nos Estados Unidos, Murphy acumulou mais de 150 modelos diferentes. Cerca de um terço deles foi feito em madeira maciça, com cortes artesanais e alto nível de dificuldade.

Para ela, montar peças complexas virou quase uma necessidade emocional. A escritora relatou que se sente frustrada quando não consegue avançar, mas encara o custo elevado como algo exclusivo.

Créditos: Foto de Edge2Edge Media na Unsplash

O fascínio pelos quebra-cabeças artesanais

O interesse por versões artesanais cresceu com a busca por experiências analógicas. Entusiastas valorizam o toque da madeira, os encaixes precisos e o desafio extra oferecido por essas peças.

Fabricantes especializados descrevem esses modelos como itens de luxo. Diferente dos industriais, eles não trazem imagem de referência e apresentam formatos irregulares, tornando cada montagem única.

Empresas do setor afirmam que muitos clientes veem os quebra-cabeças como obras de arte. Alguns chegam a gastar centenas de milhares de dólares ao longo dos anos em encomendas exclusivas.

Preços elevados e clientes fiéis

Os valores impressionam até consumidores experientes. Há edições limitadas que ultrapassam facilmente os US$ 8 mil, enquanto projetos personalizados podem custar ainda mais, dependendo do nível de detalhe.

Celebridades também entraram nesse universo. O ator Jason Mantzoukas descobriu os quebra-cabeças em uma sala de espera e acabou optando por um sistema de aluguel mensal para manter o hábito.

Além da madeira, surgiram versões em metal e até titânio. Pequenas peças coloridas, vendidas como joias, esgotam rapidamente em lançamentos restritos, alguns em poucos minutos.

Benefícios além do entretenimento

Especialistas em saúde mental apontaram efeitos positivos da prática. A atividade estimula concentração, reduz ansiedade e cria uma sensação constante de progresso e controle durante a montagem.

Para Murphy, o valor pago vai além do objeto físico. Ela acredita que dedicar tempo diário ao quebra-cabeça ajuda a desacelerar e pode ser um antídoto simples para o excesso de tecnologia.

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