Estas são as cartas mais fortes do baralho de Truco
No Truco, vencer uma rodada depende da carta mais forte colocada na mesa. A hierarquia foge ao padrão tradicional do baralho.
A sequência, do maior para o menor valor, é: 3, 2, Ás, Rei, Valete, Rainha, 7, 6, 5 e 4. Essa ordem costuma surpreender iniciantes.
Um detalhe importante é que a Rainha perde para o Valete. No baralho limpo, as cartas abaixo da Rainha são retiradas do jogo.
Essa lógica específica exige atenção estratégica. Memorizar a sequência é passo essencial para evitar erros decisivos.

Manilhas: as verdadeiras trunfos
Além da ordem padrão, o Truco possui cartas superiores chamadas manilhas. Elas superam todas as demais, independentemente do valor base.
No Truco Mineiro, as manilhas são fixas e seguem ordem definida. São elas: 4 de Paus, 7 de Copas, Ás de Espadas e 7 de Ouros.
Cada uma carrega apelidos tradicionais, como Zap e Espadilha. Essas cartas dominam qualquer disputa quando aparecem na rodada.
Já no Truco Paulista, as manilhas variam conforme a “vira”. A carta revelada determina qual valor imediatamente acima se tornará trunfo.
Se a vira for um 5, por exemplo, todos os 6 passam a valer mais. Essa dinâmica altera estratégias a cada partida.
Empates e apostas elevadas
Quando ocorre empate, o critério de desempate depende da rodada. Se empatar na primeira, a segunda define o vencedor.
Caso o empate aconteça depois, prevalece quem venceu a rodada inicial. Se todas empatarem, vence quem distribuiu as cartas.
O jogo também permite aumentar a pontuação em disputa. Ao gritar “Truco”, a rodada passa a valer mais pontos.
A aposta pode escalar para Seis, Nove e Doze, sempre em ordem crescente. A equipe adversária pode aceitar, correr ou elevar o desafio.
Se houver recusa, quem pediu o aumento recebe a pontuação vigente. Essa mecânica torna o Truco um jogo de cálculo, blefe e coragem.