Jogos de tabuleiro ou jogos digitais, quem leva a melhor?
Em meio à explosão dos jogos digitais, os tabuleiros seguem relevantes no Brasil. Clássicos como War e Banco Imobiliário mantêm espaço nas reuniões familiares.
Dados de mercado mostram crescimento consistente na última década. O faturamento de brinquedos tradicionais saltou de US$ 136,6 milhões em 2010 para US$ 231,4 milhões em 2015.
Fabricantes afirmam que a experiência presencial é um diferencial competitivo. Manipular peças físicas e interagir frente a frente cria dinâmica própria.
Empresas como a Grow destacam que a demanda nunca desapareceu. A estratégia de comunicação, porém, passou a incorporar redes sociais e canais digitais.

Ascensão dos jogos modernos
Além dos clássicos, os chamados “eurogames” ampliaram o público consumidor. Esses títulos privilegiam decisões estratégicas e maior protagonismo dos jogadores.
No Brasil, a Galápagos consolidou esse nicho com portfólio diversificado. A empresa registrou milhões em faturamento e vendas superiores a 200 mil unidades em um ano.
Diferentemente dos produtos tradicionais, esses jogos operam com lançamentos frequentes. Séries temáticas e edições limitadas estimulam colecionadores.
Especialistas avaliam que esse segmento ajudou a revitalizar a categoria. O sucesso de títulos como Catan reforça a força do modelo estratégico.
Integração entre físico e digital
Para manter competitividade, fabricantes incorporam tecnologia aos produtos. Versões atualizadas incluem aplicativos de apoio e recursos interativos.
O Banco Imobiliário ganhou máquina de cartão e materiais sustentáveis. Já o Detetive passou a oferecer suporte digital para enriquecer a experiência.
A tendência aponta para modelos híbridos com realidade aumentada e virtual. A proposta é unir imersão tecnológica ao contato social presencial.
Embora aplicativos funcionem como porta de entrada, o faturamento principal ainda vem das vendas físicas. O cenário indica coexistência, não substituição, entre formatos.