O criador do jogo de tabuleiro Risk finalmente foi revelado
Presente em casas do mundo inteiro, Risk marcou gerações com disputas estratégicas intensas. O que poucos sabiam é que o jogo nasceu fora da indústria tradicional de tabuleiros.
Antes de se tornar um fenômeno global, a criação teve outro nome e um contexto pouco esperado. Sua origem envolve cinema, criatividade e uma visão ambiciosa sobre conflitos globais.

Um cineasta por trás de um jogo de estratégia
O criador de Risk foi Albert Lamorisse, um cineasta francês conhecido por obras premiadas. Em 1957, ele lançou o jogo com o título “La Conquête du Monde”.
A proposta original já trazia a ideia de domínio territorial e planejamento militar. O tabuleiro representava o planeta dividido em regiões estratégicas.
Lamorisse não era designer de jogos, mas tinha forte senso narrativo. Essa característica ajudou a transformar o jogo em uma experiência envolvente e competitiva.
A combinação entre simplicidade nas regras e profundidade estratégica foi decisiva. Mesmo sem intenção inicial, o autor criou um formato duradouro.
Da França ao sucesso internacional
O jogo chamou atenção fora da França poucos anos após seu lançamento. Em 1959, a empresa Parker Brothers adquiriu os direitos de publicação.
Com algumas adaptações visuais e de regras, o jogo passou a se chamar Risk. A nova versão foi pensada para alcançar o público internacional.
A estratégia deu certo e o título se espalhou rapidamente. Ele se consolidou como um dos principais jogos de tabuleiro do século XX.
Ao longo das décadas, novas edições e variações surgiram. Mesmo assim, a base criada por Lamorisse permaneceu praticamente intacta.
A influência direta no Brasil
No Brasil, Risk inspirou um dos jogos mais populares do país. Em 1972, a empresa Grow lançou o jogo War, claramente baseado no original.
A Grow foi fundada por estudantes da Universidade de São Paulo. Eles adaptaram o conceito ao público brasileiro, mantendo a essência estratégica.
War rapidamente ganhou espaço nas prateleiras e nas mesas familiares. Para muitos brasileiros, ele se tornou sinônimo de jogo de conquista.
Apesar das diferenças de nome e estética, a ligação entre os jogos é evidente. Ambos compartilham o mesmo DNA criativo.