RPG do momento está prestes a deixar Dungeons & Dragons no chinelo
Um novo RPG de mesa começou a ganhar espaço em um território dominado há décadas por Dungeons & Dragons. O nome da novidade é Daggerheart.
Mesmo recente, o sistema já desperta debates intensos na comunidade. Para muitos jogadores, ele apresenta soluções modernas para limitações percebidas na tradicional 5ª edição.

Um rival com apoio de peso
Parte do impulso vem da proximidade com o fenômeno Critical Role. O grupo liderado por Matthew Mercer ajudou a ampliar o alcance do hobby nos últimos anos.
Com uma base fiel e engajada, qualquer projeto associado ao círculo criativo da série atrai atenção imediata. Isso garante visibilidade que poucos sistemas independentes alcançam.
Ainda que D&D mantenha força em filmes, livros e jogos digitais, o espaço da mesa física tornou-se mais competitivo. Sistemas alternativos como Pathfinder já provaram que há demanda por variações robustas.
Mecânicas mais dinâmicas
Daggerheart propõe rolagens com dois dados de doze lados. O resultado combinado define sucesso, mas o dado dominante determina se a vitória ocorre com “esperança” ou “medo”.
Essa nuance altera consequências narrativas e gera recursos estratégicos. O combate também simplifica cálculos, substituindo camadas complexas por faixas objetivas de dano.
Em vez de longas contas, o dano é comparado à resistência do personagem. O jogador decide se consome recursos defensivos para mitigar impactos mais severos.
Outro diferencial é o sistema de estresse, que cria tensão progressiva. Se acumulado além do limite, passa a afetar diretamente os pontos de vida.
Simplicidade com profundidade
O conjunto resulta em ritmo mais fluido que a 5e de D&D. A proposta privilegia narrativa ativa sem abandonar decisões táticas significativas.
Com material introdutório gratuito e componentes físicos bem planejados, o jogo facilita a entrada de novatos. Resta saber se o entusiasmo inicial se converterá em consolidação duradoura no mercado.