Uma forma totalmente nova de jogar dominó foi lançada pela UFAC
Uma iniciativa acadêmica no Acre apresentou uma adaptação inovadora de um dos jogos de mesa mais conhecidos do mundo. Pesquisadores desenvolveram um dominó pensado para pessoas com deficiência visual, incorporando braile e elementos táteis que ampliam a acessibilidade. A proposta busca tornar o jogo mais inclusivo e fácil de compreender por meio do toque.
O projeto foi apresentado oficialmente em Rio Branco durante um evento dedicado à educação inclusiva. A atividade marcou também a realização de um campeonato experimental com a nova versão do jogo. Participantes puderam testar as peças e explorar a proposta desenvolvida por estudantes e professores.
Tecnologia e inclusão no desenvolvimento
A criação nasceu dentro de atividades voltadas à inovação tecnológica e ao empreendedorismo. O trabalho ocorreu em um módulo educacional focado em Internet das Coisas, que estimulou os alunos a desenvolverem soluções com impacto social e educacional.
A coordenação do projeto envolveu docentes e profissionais da área tecnológica ligados à universidade e a instituições parceiras. O objetivo era criar um produto simples, acessível e que pudesse ser reproduzido com facilidade em ambientes educacionais.
A equipe responsável reuniu estudantes que participaram de todas as etapas, desde a concepção até a produção final das peças. O desenvolvimento colaborativo permitiu testar diferentes formatos até chegar ao modelo que melhor atendesse às necessidades dos jogadores.

Peças impressas em 3D e leitura tátil
O dominó adaptado mantém a lógica do jogo tradicional, mas apresenta mudanças importantes no design das peças. Em vez dos pontos gravados usados normalmente, cada lado contém símbolos em braile que indicam os números correspondentes.
Além disso, cada numeral é acompanhado por uma figura geométrica com quantidade de lados equivalente ao valor representado. Esse recurso ajuda na identificação tátil, facilitando a compreensão mesmo para quem ainda está aprendendo braile.
As 24 peças foram produzidas com impressora 3D utilizando plástico ABS, material comum em projetos tecnológicos. Cada unidade pesa cerca de 13 gramas e possui uma pequena cavidade que indica a posição correta de leitura dos símbolos.