Yu-GI-Oh! já ficou fora do ar na Globo por causa de uma treta cabulosa?

Nos anos 2000, o anime Yu-Gi-Oh! virou febre entre crianças e adolescentes brasileiros. Ao mesmo tempo, também se tornou alvo de críticas públicas que marcaram a memória da TV.

A animação é baseada no mangá criado por Kazuki Takahashi e acompanha Yugi Muto. O protagonista monta o Enigma do Milênio e passa a dividir o corpo com o espírito de um antigo faraó.

No Brasil, a série foi exibida inicialmente pela Rede Manchete e depois chegou à TV Globo. O sucesso impulsionou vendas de cards e jogos eletrônicos inspirados nos duelos.

Créditos: Foto de Jovan Vasiljević na Unsplash

Ataques de Gilberto Barros ao desenho

Em 2003, o então apresentador da Band passou a criticar duramente o anime em seu programa. Ele associava o conteúdo a práticas malignas e acusava a obra de incentivar violência.

Durante semanas, Barros exibiu trechos e cartas do jogo como exemplo de suposta influência negativa. Termos como “Mago Negro” e “Rei Caveira” foram usados para sustentar a narrativa alarmista.

Em um dos episódios, o apresentador mostrou cena de Dragon Ball Z: A Árvore do Poder como se fosse de Yu-Gi-Oh!. O trecho exibia Gohan transformado atacando Goku, reforçando a crítica equivocada.

Impacto entre famílias e fãs

A repercussão foi imediata e gerou preocupação em muitos lares brasileiros. Pais passaram a proibir o desenho e, em alguns casos, descartaram ou destruíram cartas dos filhos.

Relatos que circulam nas redes sociais até hoje mencionam baralhos rasgados ou queimados. Para parte do público, o episódio simboliza um momento de tensão entre cultura pop japonesa e televisão aberta.

Apesar da controvérsia, o anime manteve sua base de fãs e consolidou legado duradouro. Anos depois, o embate virou meme recorrente sempre que o tema jogos de cartas ressurge na internet.

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